Como o vidro é reciclado?

Você sabia que toda fabricante de embalagens de vidro é uma recicladora? Usar cacos de vidro nos fornos de produção de novas garrafas e potes traz grandes benefícios ambientais, entre eles a redução do consumo de recursos naturais, como areia, barrilha e calcário. Além disso, reciclar vidro demanda menos energia no processo de fusão, e também reduz a emissão de CO2.

“Para cada 10% dos cacos de vidro que entram em nosso processo, usamos aproximadamente 3% a menos de energia, com redução proporcional de emissão de CO2”, explica Letícia Zydowicz, gerente de EHS da Verallia, que utilizou 53% de caco reciclado na produção em 2019.

O processo de reciclagem do vidro consiste nas etapas de triagem, separação de contaminantes, trituração e molde. Na primeira etapa, o vidro é separado de acordo com seu tipo e cor, o que vai facilitar os próximos passos da reciclagem. Após isso, os vidros são separados de contaminantes para remover todas os elementos que não são vidros, como gargalos, tampas, pedras, porcelanas, metais e etc.

Em seguida, o material é triturado em pedaços, comumente chamados de cacos, que vão para as recicladoras, como as fabricantes de embalagens. Na última etapa, a do molde, a fabricante de embalagens funde os cacos de vidro em fornos com temperatura acima dos 1.300°C. Com o vidro derretido, a indústria de embalagens o usa na produção de novas garrafas e potes, que vão para diversas fábricas de alimentos e bebidas para envasar seus produtos.

O vidro é 100% reciclável, infinitamente, seja fundindo-o com uma parte de matéria-prima virgem, seja fundindo somente com cacos de vidro. O material apresenta excelente desempenho no processo de reciclagem, sem nenhuma perda de volume. Com um quilo de cacos de vidro pode-se fazer um quilo de vidro novo.

“Escolher o vidro para ser a embalagem preferencial de seus produtos não é apenas uma escolha econômica, mas é, principalmente, um caminho inteligente e consciente. A nossa linha de produtos é eco projetada, ou seja, atende aos requisitos técnicos, otimizando o uso de recursos naturais”, finaliza Letícia.